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Sexta-feira, 15 de Maio 2026
Genéricos completam 27 anos no Brasil: segurança, economia e alcance no SUS
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Genéricos completam 27 anos no Brasil: segurança, economia e alcance no SUS

Especialista do Laboratório Teuto explica por que genéricos são confiáveis e como fazem a diferença na economia das famílias e do SUS

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No início do século XXI, muitos brasileiros desconfiavam dos medicamentos genéricos, achavam que eram de “qualidade inferior”. Porém, mais de duas décadas depois, essa dúvida foi superada pela ciência e pelo uso em larga escala. Hoje, os genéricos são amplamente reconhecidos como seguros, eficazes e essenciais para o bolso das famílias e para a sustentabilidade do sistema de saúde.

O Laboratório Teuto, uma das primeiras indústrias a ter licença para produzir genéricos no Brasil, logo após a aprovação da lei em 1999, abriu caminho para o acesso democrático a tratamentos de qualidade. Ao longo destes 27 anos, a empresa expandiu sua atuação e se transformou em uma solução completa em saúde, com portfólio que inclui biossimilares, cosméticos, medicamentos referência, produtos para a saúde, similares, medicamentos isentos de prescrição (MIP’s) e suplementos alimentares.

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Os genéricos, que surgiram nos Estados Unidos na década de 1980, vieram com um duplo propósito: garantir que diferentes versões de um mesmo medicamento tivessem qualidade e efeito equivalentes, e ampliar o acesso da população a tratamentos seguros. De acordo com Magali Tamas, farmacêutica e supervisora de treinamentos do Laboratório Teuto, esses produtos passam por rigorosos testes que comprovam sua igualdade de composição — o que é chamado de equivalência farmacêutica — e de comportamento dentro do corpo humano — a bioequivalência farmacêutica — em relação ao medicamento de referência.

A diferença de preço, que por lei deve ser de no mínimo 35% abaixo do referência, nada tem a ver com qualidade inferior. “Ela decorre da história de desenvolvimento de cada medicamento. Enquanto o referência teve anos de pesquisa desde a descoberta da molécula, o genérico se beneficia desse conhecimento prévio, o que torna seu processo mais rápido e menos oneroso”, afirma a farmacêutica.

Para quem depende de tratamentos contínuos como diabetes, hipertensão, colesterol alto e glaucoma, os genéricos são um alívio financeiro real. Muitas dessas condições afetam pessoas de maior idade, que por vezes convivem com mais de uma doença ao mesmo tempo e têm na aposentadoria sua principal fonte de renda.

“Na prática das drogarias, a diferença de preço entre o genérico e o referência costuma ser bem maior do que os 35% obrigatórios por lei. Isso faz toda a diferença no orçamento de uma família que precisa comprar vários medicamentos todos os meses”, diz Magali. “O genérico é fundamental para equilibrar a vida financeira dessas famílias e possibilitar a continuidade dos tratamentos”, reforça.

Além disso, ela destaca o impacto positivo na economia do país: “Os genéricos estimularam o investimento e o crescimento das indústrias nacionais, gerando milhares de empregos diretos e indiretos, o que contribui para melhorar o poder aquisitivo das famílias.” De acordo com a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC), de cada 10 medicamentos vendidos no país, 8 são fabricados por empresas nacionais.

O papel dos genéricos no SUS

A aquisição de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) representa um gasto significativo, mas absolutamente necessário para garantir o tratamento correto das doenças e evitar complicações mais graves. Nesse contexto, os genéricos se tornam uma ferramenta estratégica.

“Ao substituir o medicamento de referência pelo genérico, o SUS consegue cumprir sua missão de levar a solução completa ao paciente — diagnóstico mais medicamento — por um valor muito menor”, explica Magali. “Isso possibilita investir a diferença em outras frentes de atendimento, ampliando o alcance do sistema.”

Para Magali, o impacto dos genéricos na sustentabilidade do sistema de saúde como um todo é imenso. “Ao garantir o acesso a medicamentos de qualidade com preços muito menores, o genérico contribui para a manutenção da saúde, evita complicações que comprometeriam a qualidade de vida e a produtividade do paciente, e diminui a necessidade de procedimentos mais complexos e caros”, afirma.

Com um quarto de século de história, os genéricos já provaram seu valor. E a trajetória do Laboratório Teuto — de pioneiro em 1999 a protagonista de um ecossistema completo de saúde — mostra como o setor privado, quando aliado ao interesse público, pode transformar a vida de milhões de brasileiros.

FONTE/CRÉDITOS: Interativa Comunica
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Teuto

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