O sopro da vida é magico, inexplicável, porém absolutamente breve. Quando nos damos conta o tempo passou. Não temos passado, porque já foi e não temos futuro por ser incerto. Aproveitemos o hoje, seja ele qual for.
A visita que o Thermas dos Laranjais, o segundo parque aquático mais visitado do mundo, faz ao Abrigo São José, na Semana do Idoso, é um marco no calendário da instituição.

Em todos os anos, forma-se um grupo de colaboradores que voluntariamente se oferecem para uma tarde de entretenimento com os “velhinhos”, da única instituição que abriga hoje cerca de 60 idosos, em situação de abandono ou dificuldade familiar, em Olimpia – SP;
Assim como a criança que espera o Papai Noel, os velhinhos vão chegando curiosos, atentos a qualquer movimento diferente, apoiados nos amigos ou amparados pelo cuidador, mas sempre com os olhos repletos de esperança.

A mesa que se forma, com o bolo e Coca-Cola na caneca, o salgadinho tão pequeno, pratinhos de papelão, dividindo tudo para todos, mais parece um banquete.


As meninas, essas sim, faceiras e vaidosas, estendem elegantemente suas mãos para o toque de esmalte, oferecem seus cabelos, com a desculpa do cachinho, só para sentir o afago de um cafuné, bem-feito.
E assim, entre a o violão e a sanfona, lá se vê o Laranjito, que ensinou a Limonete e a Moranguete, que amar faz bem! E não importa a quem.

E por falar em solidariedade, neste 2025 a MZ3 – Cosméticos, não deixou por menos! Os presentes não paravam de chegar.

Ao querer saber do evento, Wilson Roberto Zangirolami, CEO do Grupo, o que valeu foi poder levar alegria e saúde aos idosos.
A tarde se foi, a sanfona se calou. Cada qual voltou de mansinho para o seu quarto, o seu mundinho. O jardim continuou florido, mas a festa teve fim...
As águas do Thermas, continuam quentes. Cada qual voltou para sua cadeira, para o conforto do seu lar. Aprendemos sim, que dessa vida nada se leva, que o nosso tempo é curto demais, que as coisas boas ou ruins, sempre irão passar.
Pode ser que no ano que vem, o rosto que se levantou agora, ali não esteja mais. A alma que clamou por atenção e amor, esteja livre de um corpo cansado e repleto de dificuldades.
Hoje fomos nós que servimos, mas e amanhã? Não sei, assim como você também não sabe. Que sorte a nossa!
Não abandone quem clama pelo seu carinho. Não ignore, nem finja demência diante da dificuldade do outro. Faça da sua mão, o apoio para que alguém se levante. Não importa se você corta um cabelo, ou se serve um guaraná. Ofereça o seu melhor, sempre.

O parque nos ensina a dividir o tanto que recebemos, a oferecer até o que não temos. Mas em cada alimento que chega à mesa de quem nada tem, o remédio na hora certa, o socorro imediato, a flor para alegrar o jardim e um velhinho que sorri e diz apenas “obrigado”, tudo terá valido a pena. Porque somos nós, que fazemos o Thermas.
